Procedimentos que inflamam a pele podem causar hiperpigmentação pós-inflamatória porque a inflamação estimula os melanócitos a produzirem mais melanina, deixando a área mais escura.
Antes de tudo: para qualquer alteração de pele, é importante consultar um dermatologista, pois somente um profissional pode avaliar seu caso e orientar cuidados adequados.

O que acontece na pele durante a inflamação

Quando a pele sofre uma agressão — como laser, peeling, microagulhamento, queimadura ou acne — o corpo ativa uma resposta inflamatória.
Essa resposta libera substâncias como citocinas e prostaglandinas, que têm vários efeitos, incluindo:
  • Estimular melanócitos, as células que produzem melanina
  • Aumentar a transferência de melanina para as camadas superiores da pele
  • Acelerar a pigmentação como mecanismo de defesa
O resultado é o escurecimento da área tratada, chamado hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI).

Por que isso acontece mais em algumas pessoas

Alguns fatores aumentam o risco:
  • Pele mais escura (fototipos IV, V e VI) — melanócitos são mais reativos
  • Histórico de melasma ou manchas
  • Exposição solar antes ou depois do procedimento
  • Inflamação intensa ou repetida
  • Uso inadequado de produtos irritantes
Mesmo procedimentos seguros podem causar HPI se a pele estiver sensibilizada ou se os cuidados pós-procedimento não forem seguidos.

Procedimentos que mais podem causar hiperpigmentação

  • Peelings químicos médios ou profundos
  • Laser fracionado
  • Microagulhamento
  • Depilação a laser
  • Tratamentos abrasivos
  • Acne inflamada ou manipulação da pele
Quanto maior a inflamação, maior o risco de pigmentação.

Como reduzir o risco (informações gerais, não substituem avaliação médica)

  • Evitar sol antes e depois do procedimento
  • Usar protetor solar diariamente
  • Preparar a pele com produtos indicados por um dermatologista (como clareadores ou calmantes)
  • Escolher o procedimento adequado ao seu fototipo
  • Evitar irritar ou coçar a área tratada
Por Dr. Louise Almeida